sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Usina de Problemas
Canabrava briga com investidores
A usina da Canabrava foi inaugurada em 2012 para produzir etanol e gerar energia a partir do bagaço da cana-de-açúcar e outras duas usinas foram adquiridas depois. As instalações, de fato, são modernas: todas as moendas de cana são automatizadas e a água necessária para a produção é reutilizada, algo incomum no setor. O problema é que os custos sempre foram maiores do que as receitas e, assim, as usinas nunca deram lucro.
... Além disso, os cerca de 1000 funcionários não receberam salário por três meses nem os depósitos no FGTS — e, em junho, ameaçavam fazer greve.
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Em 2014, o norte do estado do Rio teve a maior seca em 80 anos, o que devastou as lavouras de cana. Além disso, o controle dos preços dos combustíveis reduziu a competitividade do etanol. Mas, hoje, os fundos de pensão que investiram na Canabrava acreditam que há outros problemas.
EXAME apurou que dois diretores da Postalis foram demitidos por causa desse investimento, entre outros também considerados danosos. A avaliação dos atuais gestores da Postalis é que o fundo colocou dinheiro demais na empresa.
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Guerra com investidores
Pessoas próximas a Giannattasio dizem que os gestores estão fazendo uma “campanha difamatória” contra ele. Afirmam ainda que ele investiu seu patrimônio pessoal nas empresas e, por isso, também está sofrendo com os prejuízos (o empresário não deu entrevista).
Há seis meses, Giannattasio destacou um executivo de sua confiança, Antônio Mello, para negociar com os fundos de pensão. Mello é dono da administradora de recursos ASM – que, em 2010, teve o registro de administradora suspenso pela CVM por suspeita de fraude em operações com o fundo de pensão RioPrevidência; mas ele conseguiu reverter a decisão na Justiça.
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Em nota, a Petros informou que “monitora de perto todos os fundos em que investe” e que liderou o movimento pela troca do administrador. Agora “vem atuando no sentido de trocar também o gestor do fundo”.
Desde que Giannattasio levantou os 700 milhões de reais, a situação do setor de açúcar e álcool só piorou: nos últimos quatro anos, mais 45 usinas fecharam ou pediram recuperação judicial.
Por enquanto, os fundos só podem torcer para que as usinas da Canabrava não sejam as próximas.
Maria Luíza Filgueiras - Revista Exame
----- ESQUECERAM DE FALAR DO FUNDECANA OU FUNDECAM
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