sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Trabalho e desenvolvimento no Norte Fluminense: para onde vamos?

Artigo de Fabrício Maciel, Pós-Doutorado em Sociologia em andamento na Humboldt Universität zu Berlin - Professor adjunto do mestrado em Planejamento Regional e Gestão de Cidades da Universidade Candido Mendes

Resumo: Este artigo apresenta uma breve análise sobre a relação entre trabalho
e desenvolvimento no Norte Fluminense. (...) A relação desproporcional
entre o crescimento da receita e o correspondente potencial de geração de postos
de trabalho indica que a correlação entre trabalho e desenvolvimento não é natural,
o que exige maior participação da sociedade e mais transparência do poder público na
administração dos recursos da cidade. ( Leia mais aqui )

"em uma sociedade de desigualdade estrutural radical como a campista, qualquer sinal de novidade no mercado de trabalho gera expectativas acima da realidade."

"em busca da compreensão deste hiato entre riqueza econômica e pobreza social ..."

"na Campos moderna, na Era do Petróleo, presenciamos muito mais promessas e expectativas derivadas da aliança entre o mercado e o poder público do que o aumento efetivo nos números relativos de postos de trabalho e de sua estabilidade"

" dados numéricos são facilmente manipulados e distorcidos, simplificando a realidade e nos apresentando promessas e expectativas, por parte da aliança mercado-poder público, que nunca são realizadas na mesma medida"

de 2000 a 2010 ocorreu  "crescimento econômico com estagnação social"

" o que vivemos hoje na cidade é o crescimento meramente econômico, o que definitivamente não é sinônimo de desenvolvimento, em seu sentido mais profundo"

"o enfrentamento sistemático da questão da desigualdade, com políticas públicas e sociais que não se resumam a assistencialismo, deveria ser um imperativo objetivo e incontornável."

"Sem a participação de uma sociedade que exija transparência da administração pública, parece óbvio para onde continuará caminhando uma região rica em possibilidades produtivas e em forças sociais, porém entregue à aliança entre o mercado e o poder público."

2 comentários:

  1. Fala-se muito em geração de empregos através de indústrias e quase não se fala no enorme potencial de geração de empregos que teria uma agricultura intensiva com irrigação e consciência ambiental. Por que?

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  2. E a transparência, cadê?

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